Elenco e torcida estão fechado com o novo técnico que chegou na Curuzu com a responsabilidade de evitar que o Papão entre na zona de rebaixamento da Série B

Mudanças na comissão técnica de um clube de futebol podem representar o “renascimento” de jogadores que poderiam ter perdido a oportunidade entre os titulares ou andavam esquecidos, sem perspectivas. No Paysandu, o zagueiro Edimar pode ter reencontrado um novo caminho após a chegada do técnico João Brigatti. O jogador perdeu a posição no time principal com Guilherme Alves e, apesar de ainda não ter reconquistado um lugar na zaga, entrou no segundo tempo da vitória contra o Avaí, fato que, para ele, já é algo a ser comemorado.

ALICERCE
FUTURO MELHOR POSTAGEM
FUTURO MELHOR REDACAO
TH SISTEMAS
FUTURO POSTAGEM KIDS

“Fico muito feliz de defender essa camisa. Foi meio estranho não ter atuado, não ser utilizado. Mas cada treinador tem suas opções, é normal. O time não vivia um bom momento e o antigo treinador optou por me tirar. O Brigatti chegou e me deu muita moral, só me disse coisas boas. Entrei com o objetivo de não sofrermos o empate. Graças a Deus pude ajudar e voltamos a vencer”.

Com Brigatti, inclusive, Edimar acredita que o Paysandu pode buscar uma recuperação na Série B do Brasileiro. O clube ainda luta contra o rebaixamento. De acordo com o defensor, o acerto com o novo comandante mudou o astral do elenco bicolor.

“É um treinador que veio com uma energia gigantesca de ganhar. Mesmo com o pouco tempo, acho que o torcedor conseguiu ver isso. É um cara que deixa um clima bom dentro do grupo. Sabíamos que a vitória era essencial e felizmente ela veio. Agora é trabalhar para sairmos logo desse momento ruim. Acho que o Brigatti tem tudo para nos recolocar em uma condição melhor”.

Versatilidade

Marcos Júnior chegou em Belém há pouco mais de uma semana e já está habituado ao calor da capital paraense, mesmo porque passou praticamente os últimos 18 meses em Natal, no Rio Grande do Norte, cidade que compartilha temperaturas similares. Se o clima não é um problema no Papão, a disputa pela titularidade é.

Acostumado a jogar como volante – setor de ampla concorrência no time, com Renato Augusto, Nando Carandina, Lucas Geovane, Willyam, Cáceres e até Alan Calbergue – ele espera chamar a atenção de João Brigatti pela sua versatilidade e potencial ofensivo.

“Eu sou um segundo volante, mas também faço meia. Gosto de vir de trás, armar o jogo, chegar na área. Faço gol e finalizo bem de fora da área. Gosto muito de armar o jogo e fazer a transição da defesa ao ataque. Questão de estreia ou não está muito nas mãos dele (Brigatti), ele sabe o que faz. Tivemos uma conversa, sim, a partir do momento que ele chegou. Está nas mãos dele. Eu estou pronto”, resumiu.

Apesar da pressão sobre o time bicolor para se afastar da zona de rebaixamento, Marcos Júnior contou que encontrou um clima bom no elenco bicolor, o que, para ele, é um ponto positivo para a recuperação na tabela de classificação.

“Acho que a confiança que ele (Brigatti) tem no elenco é muito importante, porque ele sabe o que tem para trabalhar, é o que ele tem para o resto do campeonato. Todos estão dispostos a ajudar a sair dessa situação, até porque desde o dia que cheguei aqui vi um grupo bom, um movimento bom. Até pareceu que não tinha muita preocupação de rebaixamento, porque todo mundo me tratou bem. O mais importante de tudo é todos acreditarem que podemos sair dessa situação”, contou o jogador.

Outro ponto destacado pelo volante na coletiva de imprensa em que foi apresentado, nesta terça-feira, foi a recepção da torcida. Seu primeiro contato com a Fiel aconteceu na última sexta-feira, quando foi à Curuzu assistir ao confronto contra o Avaí. Ele ainda não estava regularizado e não pôde ser relacionado.

“Como fiquei de fora do jogo, tive que passar pelo meio da torcida quando cheguei ao estádio. Estávamos eu e Fábio Alemão. Alguns torcedores pararam e nos deram apoio, incentivaram e nos deram as boas vindas. Mas toda a equipe que passa por essa situação, de estar perto da zona, vai ser cobrada pela torcida. Isso é normal. O importante é o grupo ter cabeça boa e pensar que vai sair dessa situação”, ressaltou Marcos Júnior.

O Papão volta a campo no próximo sábado, quando irá enfrentar o Boa Esporte em Varginha. A viagem para o interior de Minas Gerais acontecerá nesta quinta-feira, a partir 12h30. (Fonte: globoesporte.globo.com/pa)

TH SITES HORIZONTAL
ROMANCE FAVORITA
DEPNEUS
RADIO CORREIO HORIZONTAL