Daniel foi morto depois de festa que começou em uma casa noturna, em Curitiba, e terminou na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais — Foto: Reprodução/RPC

O empresário Edison Brittes, suspeito de matar o jogador Daniel Freitas, mudou a versão sobre o crime, em relação ao que disse em entrevista à RPC. Brittes foi ouvido por mais de seis horas pela Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região de Curitiba, nesta quarta-feira (7).

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Ele preferiu ficar em silêncio no interrogatório quando foi questionado sobre como o jogador foi morto, mas assumiu toda a autoria do crime.

O suspeito disse à polícia que queria humilhar o jogador, e que ficou transtornado ao presenciar a suposta violência contra a esposa dele, Cristiana Brittes. Segundo a versão de Edison, Daniel tentou estuprar Cristiana.

Edison, Cristiana, além da filha Allana Brittes e de Eduardo Henrique da Silva, primo de Cristiana, foram presos temporariamente pelo crime.

A Polícia Civil informou que outros dois suspeitos de participação no crime são considerados foragidos.

Nova versão

Em entrevista à equipe da RPC, Edison afirmou que, ao ouvir gritos de Cristiana pedindo socorro, arrombou a porta do quarto onde ela e Daniel estavam.

No depoimento desta quarta-feira, o empresário apresentou outra versão: disse que encontrou a porta trancada e ouviu dois gritos de socorro. Ele afirmou que foi até a janela e viu Daniel de cueca e camiseta, em cima da esposa, quando pulou a janela e pegou Daniel pelo pescoço.

O advogado de Edison, Cláudio Dalledone, disse que, no depoimento, o empresário “esclareceu que omitiu algumas questões para proteger os demais que estavam envolvidos, e enxergou que não seria possível evitar que eles ficassem incluídos nessa situação”.

Edison Luiz Brittes Júnior, suspeito de matar o jogador Daniel — Foto: Reprodução/ RPC Curitiba
Edison Luiz Brittes Júnior, suspeito de matar o jogador Daniel — Foto: Reprodução/ RPC Curitiba

Edison falou que a esposa estava de “PT” e que, nos dois camarotes locados por ele para a festa da filha, em uma casa noturna de Curitiba, antes do crime, foram consumidas 35 garrafas de vodka por cerca de 80 pessoas.

Pedido de desculpas

Segundo o depoimento de Edison, depois de ser flagrado com a esposa do empresário, Daniel dizia: “Desculpa, não sei o que estou fazendo aqui. Não sei o que está acontecendo”.

Em seguida, o empresário disse que Cristiana olhou para ele com “olhar de agradecimento”, que suspirou e saiu pela janela, gritando por socorro e ajuda.

Agressões

Ainda de acordo com o depoimento de Edison, outros quatro homens chegaram e perguntavam o que Daniel havia feito, quando o empresário disse que ele teria tentado estuprar Cristiana.

Foi neste momento que começaram as agressões, segundo o suspeito, por ele e pelos outros quatro homens que estavam no quarto.

Depois, Daniel foi levado pelo empresário para a parte de fora da casa e, segundo o suspeito, ele estava “debilitado”.

De acordo com Edison, do lado de fora, ocorreram mais agressões. No momento das agressões, havia muitos gritos de mulheres pedindo para que eles parassem de bater em Daniel, ainda conforme o depoimento.

O relato diz ainda que, do lado de fora da casa, Daniel estava em posição de cócoras, quando um dos homens tirou a cueca dele.

Empresário Edison Júnior, de 38 anos, a esposa dele Cristiana Brittes, de 35 anos, e a filha do casal Allana Brittes, de 18 anos, estão presos temporariamente — Foto: Reprodução/TV Globo
Empresário Edison Júnior, de 38 anos, a esposa dele Cristiana Brittes, de 35 anos, e a filha do casal Allana Brittes, de 18 anos, estão presos temporariamente — Foto: Reprodução/TV Globo

Trajeto no carro

Edison disse em depoimento que, em seguida, teve a ideia de pegar o carro e largar Daniel pelado na rua, para fazê-lo passar vergonha.

O suspeito disse no interrogatório que colocou Daniel no porta-malas, entrou no carro com outros três homens.

A partir deste momento, Edson preferiu ficar em silêncio no depoimento, dizendo que vai aguardar a conclusão dos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e da Criminalística.

Ao ser perguntado sobre a faca e sobre o pênis do jogador, Edison Júnior disse que já colaborou e informou onde os objetos foram arremessados.

Veja as perguntas que ficaram sem resposta:

  • Para onde Edison e os suspeitos foram levados depois de sair da casa da família Brittes?
  • Edison sabia que Daniel foi encontrado morto e mutilado?
  • Edison é o responsável pelo crime?
  • Qual foi a reação das pessoas que estavam com Edison enquanto Daniel era assassinado?
  • Edison pegou a faca que teria sido usada no crime?

Encontro no shopping

No interrogatório, Edison confirmou que combinou um encontro em um shopping de São José dos Pinhais, com três pessoas que estavam na casa, e disse que o objetivo era “protegê-los”.

Celular de Daniel

Sobre o paradeiro do celular de Daniel, Edison Júnior informou que o aparelho tinha ficado caído no quarto e foi quebrado por um dos homens que ficou na casa, enquanto ele saiu de carro com o jogador. Após voltar, ele afirmou que jogou fora o celular quebrado e que, antes disso, não tinha encostado no aparelho.

(Fonte:G1)

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